segunda-feira, 2 de julho de 2018

A era do endividamento.


Um nível de endividamento jamais visto desde a Segunda Guerra Mundial ameaça inocular o veneno da próxima crise.Você e eu estamos sentados em uma montanha de dívida pública e privada. A cota para cada habitante do planeta é de 21.866 euros, ou 95.554 reais. Uma bola de neve gigantesca e voraz. A fatura total chega a 164 trilhões de dólares (608 trilhões de reais), quantia equivalente a 225% do PIB mundial. Viver a crédito foi a saída natural da crise financeira. Os empréstimos permitiram cobrir os desequilíbrios das contas públicas e reanimar o crescimento. Mas convém não ultrapassar determinadas linhas vermelhas. Um nível de endividamento jamais visto desde a Segunda Guerra Mundial é uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento. Argentina e Itália são dois exemplos recentes de como ressuscitam facilmente os fantasmas mal enterrados.
A bolha chega, além disso, em um momento muito delicado. A Reserva Federal dos EUA começou a reduzir seu saldo − já não compra títulos públicos e amortiza os que tem no vencimento −, medida que vem acompanhada por aumentos das taxas de juros. O Banco Central Europeu (BCE) continua comprando dívida soberana, mas planeja fechar a torneira em setembro e seguir o caminho de seu homólogo americano. O plano traçado pelos dois organismos prevê um endurecimento monetário progressivo e moderado.
Como os problemas nunca vêm sozinhos, à elevada dívida pública é preciso somar a também delicada situação do endividamento privado, que dobrou em uma década e já alcança 120% do PIB mundial. “O endividamento das famílias é um problema principalmente quando é o resultado de um boom no mercado imobiliário”, explica Stefan Hofrichter, economista-chefe da Allianz GI. “Chama a atenção o fato de que o aumento da dívida privada se deva em grande medida à evolução dessa dívida em países pouco afetados pela crise financeira, como Canadá, Suécia, Noruega, Austrália, China, Brasil, Turquia e Índia. Muitos deles são precisamente os que tiveram o maior aumento nos preços da moradia dos últimos dois anos”, acrescenta Hofrichter.
Outro fator-chave na hora de explicar o maior endividamento é a demografia. “Os países desenvolvidos enfrentam o envelhecimento de suas populações. Cada vez há mais aposentados do que pessoas ativas, e isso significa menores receitas fiscais. Quando um governo arrecada menos, mas seus compromissos de gastos são maiores, uma solução fácil para o problema é a emissão de mais dívida”, afirma Christopher Gannatti, diretor de análise da WisdomTree. Nesse sentido, a proporção da dívida em relação ao PIB é consideravelmente mais alta quando se incluem os compromissos de gastos com aposentadorias e saúde. Nesse caso, o endividamento médio nos países avançados quase dobra, chegando a 204% do PIB, e nos emergentes ele dispara para 120%.
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/08/economia/1528478931_493457.html

https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2018/04/18/divida-bate-recordes-e-ameaca-a-economia-mundial-alerta-o-fmi.htm




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Washington, 18 Abr 2018 (AFP) - O endividamento atinge recordes, puxado pela China. e supera amplamente os níveis de 2009, pouco depois da quebra do banco Lehman Brothers, o que representa um risco para a economia mundial, adverte... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2018/04/18/divida-bate-recordes-e-ameaca-a-economia-mundial-alerta-o-fmi.htm?cmpid=copiaecola
Washington, 18 Abr 2018 (AFP) - O endividamento atinge recordes, puxado pela China. e supera amplamente os níveis de 2009, pouco depois da quebra do banco Lehman Brothers, o que representa um risco para a economia mundial, adverte... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2018/04/18/divida-bate-recordes-e-ameaca-a-economia-mundial-alerta-o-fmi.htm?cmpid=copiaecola

11 comentários:

  1. Dívida pública bate recorde em maio e já representa 77% do PIB
    Em maio, dívida bruta atinge o patamar de 77% do PIB; apesar de melhora nas contas dos Estados e municípios, resultado fiscal foi puxado por déficit do Tesouro, Banco Central e INSS

    BRASÍLIA - Em meio às dificuldades do governo na área fiscal, o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 8,224 bilhões em maio. Em 12 meses, o déficit primário é de R$ 933 milhões no ano até maio, o equivalente a 0,03% do PIB. Com esse resultado, a dívida bruta do governo geral encerrou o mês passado em R$ 5,133 trilhões, o que representa 77,0% do PIB. Este é o maior porcentual para a série histórica. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,54% do PIB.

    A dívida bruta do governo é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências globais de rating, da capacidade de solvência do País.

    Já a dívida líquida do setor público subiu para 51,3% do PIB em maio, ante 52,0% em abril. A dívida do governo central, governos regionais e empresas estatais terminou o mês passado em R$ 3,417 trilhões.

    O resultado fiscal de maio foi composto por um déficit de R$ 11,120 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 2,229 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 1,946 bilhão, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 283 milhões. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 668 milhões.

    A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 161,3 bilhões para 2018.
    Juros. O setor público consolidado teve gasto de R$ 39,672 bilhões com juros em maio, após esta despesa ter atingido R$ 29,651 bilhões em abril.

    O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) teve no mês passado despesas na conta de juros de R$ 35,092 bilhões. Já os governos regionais registraram gasto de R$ 3,844 bilhões e as empresas estatais, de R$ 736 milhões.

    No ano até maio, as despesas com juros somaram R$ 158,526 bilhões (5,74% do PIB). Em 12 meses, as despesas com juros atingiram R$ 384,278 bilhões até maio (5,77% do PIB).
    DPF. O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,59% em maio, quando atingiu R$ 3,716 trilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Tesouro Nacional. Em abril, o estoque estava em R$ 3,658 trilhões.

    O estoque da DPF aumentou tanto pela apropriação de juros, que somou R$ 38,61 bilhões, quanto pela emissão líquida, no valor de R$ 19,85 bilhões em maio. Ao todo, houve emissão de R$ 35,335 bilhões em títulos, enquanto os resgates somaram R$ 15,487 bilhões no mês passado.

    DPF inclui a dívida interna e externa Foto: Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas

    A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,40% e fechou o mês passado em R$ 3,573 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 6,62% maior.

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    1. Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,divida-publica-bate-novo-recorde-em-maio,70002376456

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    2. A bomba está aumentando. Logo teremos uma bomba de hidrogenio.

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    3. Ia escrever sobre o números imaginários do cirão da massa.Porém Alex carecão e IMB foram mais rápidos.
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Schwartsman
      http://maovisivel.blogspot.com/2018/06/ignorancia-ma-fe-e-covardia.html

      https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2916

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  2. Mestre, o que pensa sobre viver de dividendos? É possível no Brasil?

    Considerando aportes baixos, poupando uma porcentagem do salário, acha que é factível? Entendo que existem investidores de sucesso como o Barsi, mas lá atrás era beeeem diferente.

    Estou meio descrente do buy and hold.

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    1. Desculpas não vão mudar a realidade.
      Lógico que vai exigir uma dose de inteligência financeira.

      Isso já foi extensivamente debatido aqui.

      Poupança extrema enquanto jovem.
      Trabalhar muito enquanto ainda jovem.
      Fazer bicos e ter fontes de renda extra.
      Poupar + 30% da renda líquida enquanto jovem.
      Fazer negócios lucrativos no mercado financeiro.

      Não só é possível como sou prova viva do que escrevo por aqui; estou indo para 10 anos de poupança.

      Quando iniciei nessa vida meu salário era de 720 reais a.m.Ao final de 3 anos ganhava 1300 reais a.m.
      Na época consegui acumular 50 mil reais na poupança.

      Agora imagina se soube-se investir pelo menos num CDI, quanto não teria ganhando no período.


      O que acontece é que você esta impaciente! Tu começou investir não faz nem um ano e já quer colher os frutos de Barsi 50 anos de bolsa.

      Outra questão a coisa só vai melhorar quando você atingir escala. Escala é ter pelo menos 100 mil reais investido.

      Precisa aprender estudar empresas e saber comprar elas muito baratas. E se possível vender uma parte para comprar outro empresa mais barata e de melhor qualidade.


      Porém no começo " Sua fase o que conta é o aporte" . Logo não adianta eu te ensinar técnicas avançadas de macro e valution, pois mesmo que você tenha um desempenho acima da média do mercado ainda sim vai ser insatisfatório dado poucos recursos investidos.

      Logo o ideal é você se focar em aumentar a renda e continuar no buy&holder clássico.


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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Ouro só físico.
      Por meio de contratos você não vai conseguir total proteção.

      China e russia estão comprando ouro desde 2008.

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  4. MD, realmente é impressionante a geração atual tanto dos governos quanto das pessoas que acham que é o novo normal fazer dívidas. Os fundadores dos EUA (founding fathers) sempre falaram que o pais deveria evitar fazer dividas o maximo possivel e hoje a China é dona de metade dos EUA em valor. Hj usar o dinheiro dos outros se tornou comum e normal...mas um dia a casa cai e ai vai levar nós poupadores que nunca fizemos dividas junto infelizmente

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